quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tratado das Paixões das Almas - António Lobo Antunes

Imaginemos que Portugal numa época não especificada, mas que aparenta ser nos princípios dos anos 90 do século passado, é assolado por um grupo terrorista de esquerda, de inspiração maoísta, que faz atentados, assaltos, etc., tal como um I.R.A. ou uma E.T.A.
Imaginemos que é criada uma brigada especial da polícia chefiada por um juiz de instrução e que é apanhado um terrorista que por acaso é um amigo de infância desse mesmo juiz que chefia as investigações.
António Lobo Antunes, com este mote traz-nos mais outro livro fabuloso, cheio de ironia e que com o seu estilo inconfundível de escrita explora o lado mesquinho das pessoas.
Apesar de estar dividido em seis partes, este livro pode-se dividir em duas grandes partes principais, a primeira parte aborda e explora a relação entre o juiz, que como atrás disse é escolhido pelo próprio governo para chefiar as investigações e o interrogatório do "homem" (seu amigo de infância) um elemento de uma célula do grupo terrorista que assola Portugal e que foi capturado pela polícia, sendo que a segunda parte se foca nas pequenas estórias dos intervenientes da acção, tais como os restantes elementos do grupo terrorista e outras personagens periféricas e também nas acções levadas a cabo pela polícia para a captura do grupo terrorista. 
A estória da amizade entre o juiz e o homem, é complicada, são amigos de infância, mas o juiz é filho de pais pobres e humildes sendo o pai um alcoólico e que vêm da província para Lisboa para trabalharem como caseiros na quinta de Benfica que pertence aos avós do Homem.
O Homem, cuja mãe morreu num acidente de automóvel e o pai que ficou com graves deficiencias mentais devido ao mesmo acidente, vive com os avós e é um autentico "menino de bem".
Ambos quando crianças partilham de brincadeiras, partidas, aventuras, sendo que muitas vezes (ou quase sempre) o juiz é "usado" pelo homem e fica sempre com as culpas quando as coisas correm mal e são apanhados a fazerem "asneiras". Entretanto vão crescendo, o juiz torna-se num aluno aplicado, vai para a universidade e consegue ser juiz e o homem, sempre preguiçoso, sem ambição não segue os estudos e vai trabalhar para a companhia de seguros do avô mas num nível inferior e com a idade vão-se separando e perdendo a amizade um pelo outro.
Até que o homem que foi aliciado por um colega de trabalho que pertence aos terroristas e o recruta, cai numa armadilha e é capturado pela polícia. O juiz escolhido por causa da sua ligação com ele em criança inicia os interrogatórios, e é aí que vê (lê) a mestria da escrita de Lobo Antunes, que intercala passado com presente de uma forma natural e fluida sem nunca baralhar o leitor.
A seguir aos interrogatórios, o Homem é solto mas a trabalhar para a polícia de forma a ajudar na captura dos restantes elementos do grupo terrorista e a partir daqui Lobo Antunes pega nas pequenas estórias dessas diversas personagens e com muita ironia e até com alguma comédia traça um retrato de Portugal da época, os seus vícios, as suas "vigarices" e "esquemas", os abusos de poder, a política, a falsidade e a traição.
Fala também da decadência, do Portugal do antes 25 de Abril 1974, o Portugal das grandes famílias, quase ainda feudal que se transforma com uma rapidez impressionante  num Portugal de acelarado urbanismo descontrolado e valores e ideais totalmente diferentes dos anteriores.
Dos diversos livros de Lobo Antunes que já li, este foi sem dúvida o mais simples de ler e o mais divertido e irónico, gostei bastante e até o aconselho a quem nunca leu Lobo Antunes e se queira iniciar na sua leitura.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Autêntica - Saul Bellow


Saul Bellow, escritor Norte-Americano e vencedor de um Nobel, geralmente escreve sobre homens de meia-idade, solitários, amargos com a vida, num ambiente urbano e intelectual e judeus como ele. Por isso este seu livro "A Autêntica" não podia fugir muito a esta temática.
"A Autêntica" traz-nos a estória de Harry Trellman, um homem de meia-idade, solteiro e muito reservado que por ter uma certa aparência oriental e outras razões, sai dos Estados Unidos e vive vários anos no oriente, sendo uma espécie de comerciante de antiguidades orientais e contrabandista.
Harry Trellman depois de viver tantos anos no oriente decide regressar aos Estados Unidos, nomeadamente à sua Chicago natal, cidade essa à qual ele tem uma ligação muito especial.
Em Chicago Trellman funda a sua empresa de antiguidades e começa a dar-se com pessoas ricas e influentes e é num jantar social que conhece Adletsky, um multi-milionário e ambos tornam-se muito amigos e confidentes.
Em Chicago também vai reencontrar Amy Wustrin, sua namorada quando jovens, mas que depois se casou com o seu amigo Jay.
Trellman nunca deixou de amar Amy durante toda a sua vida, mesmo quando era casada com Jay que entretanto já tinha falecido e com uma pequena ajuda de Adletsky, vai refazer a sua vida.
Este livro de Bellow é carregado de emoções, de arrependimentos e amor, mais uma vez ele consegue mostrar o lado emocional masculino.
Apesar de achar o livro pequeno (só tem 137 páginas) e muito mais podia ser explorado, adorei-o, tal como os livros que já li dele, "Ravelstein" e "Morrem Mais de Mágoa" que foi recentemente reeditado pela Quetzal.
Para quem nunca leu Bellow recomendo qualquer um deles.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Wolf Hall - Hilary Mantel

Wolf Hall, da escritora inglesa Hilary Mantel, é provavelmente um dos melhores romances históricos dos últimos anos.
Para além de romance histórico, este livro é também uma excelente obra literária e foram todos estes argumentos que lhe valeram para receber o prestigiado "Man Booker Prize" em 2009.
Hilary Mantel com este seu livro traz-nos a história de Thomas Cromwell, uma das maiores figuras da Inglaterra do séc. XVI e mostra-nos através dele um periodo muito conturbado da história da Inglaterra.
O livro começa com um pouco da infância de Cromwell, oriundo do povo, filho de um ferreiro que constantemente o maltrata e que em adolescente foge de casa e vai correr a Europa.
A acção retoma anos mais tarde já com Cromwell de volta à Inglaterra, um advogado e comerciante respeitado e também secretário do Cardeal Wolsey, a figura principal de Inglaterra depois do rei.
Nesta altura reina Henry VIII, casado com Catarina de Aragão que já tinha sido esposa do seu falecido irmão o rei Arthur.
Henry, entretanto desiludido com a sua esposa e com apenas uma filha (a futura rainha Mary), visto que todas as outras crianças que teve morreram, apaixona-se por uma jovem cortesã, Anne Boleyn. A partir daqui inicia-se toda uma série de intrigas, jogos políticos, ambições, traições que levam à queda do Cardeal Wolsey e à ascenção de Cromwell.
Cromwell era um homem de visão, organizado e metódico, um excelente estadista que aos poucos e poucos foi alterando toda a política da Inglaterra que nessa época era um país muito atrasado e feudal, enquanto os outros países da Europa gozavam já um enorme avanço tanto político-económico, como o caso de Portugal e Espanha (estamos no periodo aúreo do Império Português com D. João III no trono), como científico e artístico como nos Reinos de Itália, com o Renascimento. É igualmente uma época de grande conflito espiritual com a ascenção do Calvinismo e do Luteranismo no norte da Europa e as lutas e revoltas religiosas.
Cromwell aproveitando o facto de o Papa Clemente não reconhecer o divórcio de Henry VIII com Catarina de Aragão, criou o "Acto de Supremacia" em que dava poder sobre a igreja ao rei de Inglaterra e não ao Papa, criando assim a igreja Anglicana.
Com esta lei Henry VIII, pode divorciar-se e casar novamente com Anne Boleyn, mas esta também só lhe dará uma filha, a futura rainha Elizabeth I.
Evidentemente que esta lei não agradou ao clero e ao povo inglês que eram obrigados a aceitar a lei ou a sofrerem diversas consequencias, uma delas terá sido a morte de outra grande figura da Inglaterra desta época, Thomas More (mais tarde tornado santo e mártir pelo Vaticano), que se recusou a aceitar e foi condenado à decapitação.
O livro termina com a morte de More, mas muito mais sucedeu após isso, não sei se a Hilary Mantel irá fazer outro livro com o resto da vida de Cromwell ou não, mas este já é bom o suficiente.
O livro denota um grande trabalho de investigação e rigor histórico, os factos estão bem ficcionados e a estória corre muito fluida e bastante fácil de se ler.
Gostei muito do livro, o prémio que recebeu é sem dúvida mais que merecido e vale bem a pena ler.

sábado, 9 de abril de 2011

Karl Marx Biografia - Francis Wheen


Practicamente desde o início do ano que não posto nada aqui no blog, isso deveu-se a várias razões, desde à minha vida profissional que sofreu uma mudança, a outras de âmbito pessoal, mas a maior razão de todas elas foi pura e simplesmente a preguiça e a falta de vontade para fazer as "reviews" dos livros que li durante este periodo de ausência (que já vão em 28, quase 29).
Mas hoje decidi acabar com esse periodo de preguiça mental e voltar a fazer as "reviews" e a dar as minhas opiniões sobre os livros que leio.
O livro que trago para este regresso, é uma biografia sobre Karl Marx, do jornalista Britânico Francis Wheen.
Karl Marx é sempre um nome que nos traz à memória coisas más, regimes opressivos, a ex U.R.S.S., a repressão que foi feita em nome das suas teorias, os gulags, perseguições políticas, "Guerra Fria", etc..
Tudo isto de facto aconteceu debaixo do "Marxismo", mas será que este "Marxismo" foi de facto o que Karl Marx criou, descreveu e lutou durante toda a sua vida?
Francis Wheen, jornalista Britânico, que trabalhou em vários jornais e revistas de referencia ingleses e também na BBC, vem com esta biografia mostrar-nos o lado mais humano e real de Karl Marx e desmistificar muito do que se diz ou se pensa sobre Karl Marx.
Karl Marx nascido na Alemanha numa família de pequena burguesia e de ascendencia judia, desde muito cedo se revelou uma pessoa com uma inteligencia muito acima da média, mas também com um temperamento muito peculiar. Na sua juventude e apesar de ir contra a vontade dos pais começa a estudar filosofia, particularmente a de Hegel que muito contribuiu para a construção dos seus ideais e filosofia, estudando nas Universidades de Bona, Colónia e Berlim. Nestas cidades Marx dedicava-se igualmente à boémia, percorrendo os cafés e tabernas e as tertúlias onde começou a interessar-se pela política.
A partir daqui toda a sua vida começa a ser dominada pela política e pela "luta de classes", escreve em vários jornais, é perseguido e obrigado a fugir para vários países da Europa até que se estabelece de vez na Inglaterra onde viverá a maior parte da sua vida e onde serão escritas as suas obras mais importantes incluindo a sua obra-prima "O Capital".
Mas como atrás disse esta biografia mostra-nos também o lado humano de Marx, a sua vida íntima, o seu amor incondicional à sua esposa "Jenny", aos seus filhos que morreram quase todos antes dele, a sua vida de miséria e provações, as suas lutas com os seus inimigos e a sua amizade de uma vida com Engels.
Nesta biografia outra coisa que se vê é que Marx apesar de sempre lutar contra as desigualdades, nunca deixou de cultivar uma vida de pequeno burguês, chegando a passar dificuldades e a contrair enormes dívidas para sustentar essa imagem para ele e para a sua família, o que contradiz de todo a imagem de "revolucionário" que se criou à volta de Karl Marx.
Gostei muito de ler esta biografia, é bastante fácil de se ler, não entra em "dissertações filosóficas ou políticas", apenas mostra Marx como uma pessoa igual a todas as outras com as suas lutas, alegrias e angústias.

sábado, 15 de janeiro de 2011

As primeiras aquisições de 2011


E pronto... Hoje resolvi fazer um pouco de turismo por Lisboa e claro que não vim de mãos a abanar ...
Sendo assim na Trama comprei - "O Eleito" de Thomas Mann, depois desci ao Chiado e na Assírio e Alvim comprei - "O Género Intranquilo - Anatomia do Ensaio e do Fragmento" de João Barrento e "Almas Mortas - Aventuras de Tchítchikov" de Nikolai Gógol, de seguida fugi logo para o comboio antes que fosse à Fnac ou à Bertrand e "torrasse" o resto do ordenado em livros.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Uma Viagem à Índia - Gonçalo M. Tavares


Este foi para mim sem dúvida o melhor livro que li em 2010.
Gonçalo M. Tavares com este livro único e original, vem mostrar que a boa Literatura Portuguesa ainda existe.
"Uma Viagem à Índia" é um livro difícil de descrever, porque apesar de a história que este livro conta ser relativamente simples, a estrutura do livro e toda a sua subjectividade e conotações são muito complexas e cheias de paralelismos.
O livro conta-nos a história de Bloom que após uma série de acontecimentos trágicos que serão contados durante o decorrer da acção, decide partir de Portugal, mais precisamente de Lisboa e seguir numa viagem de "auto-conhecimento" e ao mesmo tempo de esquecimento do seu passado.
Bloom decide então ir à Índia, terra mística, de grandes sábios, onde pensa ele, irá adquirir conhecimentos e refazer a sua vida libertando-se do seu passado. Como essa viagem será de introspecção, não vai directamente para a Índia, vai primeiramente conhecer vários países e cidades tais como: Londres, Paris, Praga, onde irá passar por uma série de peripécias boas e más e conhecer também outras personagens que serão importantes para o desenrolar da acção.
Apesar de o tema da história ser já de si interessante e com muito "pano para mangas", o que torna realmente único neste livro não é isso.
Como disse no início, este livro está cheio de paralelismos, e o mais evidente e directo, é com "Os Lusíadas" de Luis Vaz de Camões.
Tal como "Os Lusíadas" este livro também trata de uma "viagem de descoberta à Índia", uma epopeia, neste caso não de um povo, mas sim de uma só pessoa e tal como os Portugueses e Vasco da Gama, também Bloom sofre várias peripécias e adversidades para lá chegar.
Apesar disto tudo, a ligação mais directa com a obra de Camões é mesmo o aspecto gráfico do livro.
"Uma Viagem à Índia", tal como "Os Lusíadas", encontra-se dividida em dez cantos, e apesar de não ser poesia está escrito como tal, tendo cada canto cerca de cem estrofes, (uns menos, outros mais), traz também no fim do livro uma espécie de esquema com o nome de "Melancolia contemporânea (Um Itinerário) em que cada canto é resumido através de palavras chaves.
Além de "Os Lusíadas", outro paralelismo que existe nesta obra é com o "Ulisses" de James Joyce, onde ele vai buscar o nome do personagem principal "Bloom" e a ideia de um Épico moderno e urbano, baseado numa só personagem.
Este livro é uma obra muito complexa, apesar de à primeira vista não parecer, mas depois de se começar a ler e se indo cada vez mais "afundando" na sua "profundidade interior" e ler as "entrelinhas", tudo aquilo que o Gonçalo M. Tavares nos diz não no texto mas sim no que está subjacente a ele, depressa se percebe que estamos perante uma obra intensa e fabulosa.
O livro traz também um prefácio de um dos maiores pensadores e ensaístas portugueses contemporâneos, Eduardo Lourenço, que nos introduz de uma excelente forma a este livro.
Já o disse várias vezes e não sou só eu, muita gente ligada ao livro, às letras, à arte e cultura e ao mundo editorial, que o Gonçalo M. Tavares ainda vai dar muito que falar na literatura portuguesa e internacional. 

Prendas de Natal


Apesar de o Natal já ter sido à uma semana e de já estarmos em 2011, aqui ficam à mesma os livros que me foram oferecidos neste último Natal, sendo assim temos:

"Histórias Daqui e Dali" - Luís Sepúlveda, (que entretanto já foi lido).
"100 Filósofos" - Jean-Clet Martin
"Wolf Hall" - Hilary Mantel 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ABC Da Crítica

"O Lugar do crítico é o lugar do leitor: e, aí, tentar encontrar as questões que o texto coloca a quem o lê, procurando dar-lhes uma resposta, já que a simples leitura não tem esse fim. Se, ao ler a crítica, o leitor tiver encontrado ao menos uma resposta às interrogações que cada obra coloca, o obejectivo da crítica pode dar-se por satisfeito." 
Nuno Júdice, professor universitário de literatura e reconhecido autor de uma vasta obra literária trás-nos neste seu pequeno livro/ensaio o que é, e qual a função da crítica literária.
Este livro não se trata de um "guia" sobre o que se deve ou não fazer na crítica, pelo contrário é um texto sério, talvez mesmo um pouco académico.
No "ABC Da Crítica", Nuno Júdice começa primeiro por explicar qual "o lugar do crítico", o que ele deve de fazer e qual a sua relação e sobretudo imparcialidade com o texto que vai criticar.
Fala-nos também "para que serve a crítica", o que se pode considerar como "cânone literário", é nesta parte onde ele nos explica o que deve ser considerado "Literatura" e "literatura de entretenimento" e onde também dá umas "alfinetadas" ao ensino da literatura em Portugal.
Depois desenvolve a estrutura da crítica e finaliza com o "gosto" e qual a sua influência na crítica e no crítico.
Este livro apesar de pequeno é um pouco complexo e debruçasse não na crítica comercial, (a chamada crítica das estrelinhas) mas sim na crítica séria e até mesmo académica.
Gostei de o ler, elucidou-me sobre alguns aspectos, visto que quer eu queira, quer não, o que faço neste blog não deixa de ser um pouco de crítica literária e deixa-me também mais algumas refencias para fazer melhores "críticas" nos blog.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"A Pilha"



Aqui está a minha "pilha" de livros a ler, evidentemente que esta "pilha" vai sofrer muitas transformações, com a saída dos livros que são lidos e a entrada de outros novos para ler.
Sendo assim aqui vai a descrição do que consta "A Pilha":

Os 2 livros do topo - "Ulysses", James Joyce e  "Uma Viagem à Índia", Gonçalo M. Tavares, são os que estou a ler actualmente, os seguintes a ler serão:

- "A Raça Maldita" - Marcel Proust (Contos)

- "The Complete Richard Hannay Stories", John Buchan (Colectânea de Livros)

- "Noites na Granja ao pé de Didanka", Nikolai Gogol (Contos)

- "Corsários do Levante", Arturo Pérez-Reverte (Vol. 6 de "As Aventuras do Capitão Alatriste")

- "O Cavalheiro do Gibão Amarelo", Arturo Pérez-Reverte (Vol. 5 de "As Aventuras do Capitão Alatriste")

- "Ao Cair da Noite", Michael Cunningham

- "As Cidades Invisíveis", Italo Calvino

- "Sôbolos Rios Que Vão", António Lobo Antunes

- "Doutor Fausto",Thomas Mann

- "19192, John Dos Passos (Vol. 2 da Trilogia U.S.A.)

- "Paralelo 42", John Dos Passos (Vol. 1 da Trilogia U.S.A.)

- "Aprendiz de Assassino", Robin Hobb (A Saga do Assassino)

- "Karl Marx", Francis Whenn (Biografia)

A ordem de leitura destes livros evidentemente que não vai obedecer a esta ordem aqui exposta mas sim à minha vontade e "apetite" de leitura no momento da escolha.
Nesta lista também não estão incluídos os meus dois projectos de leitura para o ano que vem que são:

- "Em Busca do Tempo Perdido", Marcel Proust (Os 7 volumes editados pela Relógio D'Água e com tradução de Pedro Támen)

- "Guerra e Paz", Lev Tolstoi (Edição do Público ilustrada por Júlio Pomar com prefácio de António Lobo Antunes), cuja leitura já iniciei.

Novas Aquisições


Acabado de chegar via Wook - "1919"- Volume 2 da trilogia U.S.A. de John Dos Passos.