terça-feira, 1 de dezembro de 2009

2666 - Roberto Bolaño

Acabadinho de comprar, edição especial, estou desejoso de o começar a ler...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

À Beira do Fim


Há um género literário (dentro de vários) que ainda não falei aqui no blog, que é a Ficção Científica.
A Ficção Científica, é um género literário que infelizmente ainda é olhado um pouco de lado pelo meio literário, por vezes até considerado de "segunda" mas que eu aprecio bastante.
Recententemente tive oportunidade de adquirir uma série de livros deste género literário editados na colecção Caminho de Bolso, os famosos livros azuis (Ficção Científica) e pretos (Policiais), que bastante divulgou este género e nos deu a conhecer tantos e bons autores entre eles vários Portugueses.
O livro que eu escolhi para iniciar a leitura destes livros, é um que já é considerado um clássico, chama-se À Beira do Fim, no original Make Room!, Make Room! do escritor Harry Harrison.
Como atrás referi, este livro é um dos mais conhecidos dentro do género, foi editado primeiramente 1966 e ganhou vários prémios entre eles o Prémio Nébula, (considerado o "Nobel" da Ficção Científica) e serviu de base também a um filme de 1973 (mas com um argumento diferente da história do livro), com Charleston Heston no papel principal.
Este livro mostra-nos um planeta Terra no ano de 1999 (para nós já passado, mas ainda muito longínquo no ano em que foi escrito o livro), super-povoado, poluidíssimo, sem combustíveis, com escassez de comida e água, de matérias - primas, etc., e que cuja acção se passa numa Nova Iorque à beira da ruptura.
Adrew Rusch um polícia nesta Nova Iorque decadente e super-povoada é destacado para investigar um homicídio de um "figurão" do crime organizado da cidade que vai "incomodar" muita gente e a partir daí, toda a sua vida se vê alterada para sempre afectada por uma profusão de acontecimentos que evoluem e que estão ligados ao crime e paralelamente à própria vida na cidade e no mundo.
Tendo por base um policial, este livro aborda muitas e pertinentes questões, que hoje mais do que nunca têm directamente a ver com a nossa sociedade actual.
O autor em 1966, previa um mundo com excesso de população em que o Homem com a sua ganância esgota os recursos do planeta, extingue a maioria das espécies animais e vegetais, polui e destroi, coisas estas que (felizmente) ainda não aconteceram mas que por vezes já se vislumbram no nosso horizonte, nomeadamente no aquecimento global, alterações climáticas, a quase e até mesmo a já extinção de espécies animais e vegetais, o excessivo crescimento populacional o uso excessivo de combustíveis fósseis, etc., se o Homem não tomar medidas enérgicas para isso não acontecer, brevemente vai haver a conferência de Copenhaga e estou esperançoso que os vários governos principalmente dos grandes países tomem mais medidas e resoluções para evitar este cenário catastrófico.
Outro assunto também aqui abordado é o do controlo da natalidade e planeamento familiar, questão complexa (ainda mais na época em que o livro foi escrito), em que o autor mostra uma sociedade dividida sobre esse assunto, tendo de um lado os cientistas e os apoiantes do controlo de natalidade e do outro a igreja e o fanatismo religioso a contestar esse controlo.
Este livro apesar de toda esta temática, lê-se extremamente bem, não é muito grande (195 páginas) e na minha opinião toda a gente devia de o ler, para se ter uma pequena sugestão do que o nosso mundo poderá vir a ser se não tivermos cuidado com ele, é sem dúvida o exemplo perfeito de como um livro com cerca de 43 anos se mantém tão actual, poderia ter sido escrito ontem, hoje ou amanhã.

domingo, 11 de outubro de 2009

A Morte de Bunny Munro - Nick Cave



Terminei recentemente de ler este livro e adorei-o!
Nick Cave com este livro prova que não é apenas um escritor de canções mas que tem também a qualidade e o talento para escrever bons livros.
A história de A Morte de Bunny Munro é fenomenal, mostra como um homem cuja vida lhe corre sem quaisquer problemas, pode de repente entrar numa espiral de decadência e perder toda a sua confiança e auto-domínio caindo quase na loucura. Este livro é igualmente como um "On The Road", sendo passado na maior parte do tempo entre viagens de carro e quartos de hotéis.
Bunny Munro, vendedor ambulante de produtos de beleza de mulheres, é um homem com boa aparência, bem sucedido, casado e com um filho, mas com uma sexualidade muito activa, exagerada mesmo, não consegue viver sem sexo, e com isso faz sexo com qualquer mulher que pode, (mesmo que tenha de usar métodos duvidosos) e quando não tem mulher, recorre frequentemente à masturbação.
Após o suicídio de sua mulher, provocado por causa de uma depressão devido às suas infidelidades e taras sexuais, Bunny vê-se sozinho juntamente com o seu filho de 8 anos.
Incapaz de resolver esta nova situação na sua vida, e sem o apoio dos avós do filho, resolve ir com o ele numa viagem de trabalho e iniciação. Viagem essa em que Bunny aos poucos e poucos vai passando por diversos acontecimentos e situações que lhe vão destruindo a sua confiança e bem estar, entrando com isso numa espiral de decadência total e quase loucura culminando com a sua morte.
As personagens são fantásticas, sendo que a de Bunny Jr. de uma sensibilidade extrema, com uma inteligência fora de série para um miudo de 8 anos e com um amor incondicional pelo pai, sendo ele a unica coisa que impede Bunny (pai) de cair totalmente na loucura.
A linguagem do livro é um pouco "dura" e "pornográfica", mas não caindo na ordinarice, mas é essa mesma linguagem um dos pontos que torna este livro tão bom e que sem ela não iria fazer sentido nenhum, li o livro em apenas dois dias de tão cativante que era.
Recomendo-o a todos.
Pipas
P.S. Depois de ler este livro acho que nunca mais vou ver a Kylie Minogue e a Avril Lavigne da mesma forma que via antes... LoL

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sangue de Dragão - Ana Vicente Ferreira



"Aelanna sempre odiou aquilo que a tornava diferente dos outros elfos: o sangue de dragão, herança de um pai há muito desaparecido. Com a leitura do diário de um antepassado seu, pensa ter encontrado a solução para o seu problema. Parte então com Kels, em direcção ao Sul. Durante a viagem, Aelanna será obrigada a rever tudo o que sempre lhe fora ensinado sobre o mundo. Quando o elfo Ghyalt se junta ao grupo, Aelanna fica aliviada por ter alguém que partilha a sua mundividência. Mas Ghyalt trai-los-á a todos, desencadeando uma ameaça contra a qual toda a resistência parece inútil."
Sinopse retirada da capa.

Este é o primeiro livro, da autora Portuguesa Ana Vicente Ferreira, bastante bem concebido e escrito dentro de uma área tão concorrida como é a fantasia.
Não é nenhum "Senhor dos Anéis", mas consegue prender o leitor com a ambiência do mundo fantástico criado pela autora e pela acção em si.
As personagens estão bem estruturadas e sustentadas, o ritmo da acção após (a meu ver) um princípio um nadinha confuso, corre bastante bem e fluido.
Gostei bastante do livro e acredito que a Ana Vicente Ferreira tem potencial para fazer ainda melhor.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Deixem Passar o Homem Invisível - Rui Cardoso Martins

Recentemente terminei de ler o segundo livro de Rui Cardoso Martins que é este "Deixem Passar o Homem Invisível".
Rui Cardoso Martins, já com o seu "Se Eu Gostasse Muito de Morrer", tinha-me impressionado bastante pela positiva e dava mostras do seu enorme talento, mas agora com este seu último trabalho vem confirmar isso mesmo, uma enorme qualidade literária e uma grande sensibilidade.
Este livro é a história de António, um advogado cego devido a um acidente desde os seus sete anos de idade e de João, um escoteiro com oitos anos e com uma personalidade fantástica, que num dia de chuvadas torrenciais e por vicissitudes da vida, caiem ambos num buraco provocado pela enxurrada, num túnel de esgoto antigo.
A partir daqui António e João vão percorrendo o túnel que atravessa a cidade em busca da sua salvação. Passando por diversas peripécias, desde serem atacados por ratos a descobrirem esqueletos humanos, António e João vão criando um afecto muito grande um pelo outro, um sentimento de amizade muito profundo mas sem saberem que as suas vidas já se tinham cruzado anteriormente.
Paralelamente à superfície com as equipas de salvamento que procuram os desaparecidos, encontra-se Serip, mágico, ilusionista e até mesmo filósofo, amigo de António que é uma personagem bastante peculiar e activa e que muito contribui para o desenvolvimento da história e Madalena uma arqueóloga que descobre o mapa do túnel.
Durante a acção, as personagens fazem também retrospectivas da sua vida e dão-nos a conhecer toda a sua vida, pensamentos e desejos mais íntimos, fazendo uma espécie de expiação da mesma.
Tal como no livro anterior, este também serve de crítica e ironia à nossa sociedade, costumes e à forma de viver do Homem actual.
O livro lê-se bastante bem, são cerca de 230 páginas que nos prendem desde o início até um final totalmente inesperado e inconclusivo.
Gostei bastante do livro.
Pipas

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Jorge de Sena

Aproveitando o facto de ter sido feita hoje a trasladação dos restos mortais de Jorge de Sena e em complemento ao meu post no Pipasblog sobre este assunto, deixo aqui um poema dele que a meu ver seria o pensamento dele sobre todo este assunto.

"Ser um grande poeta
morto ou nacional
é atrair as moscas
como idiotas e
os idiotas como moscas.

Ser um poeta medíocre
vivo e universal
é atrair os catedráticos
de literatura como
idiotas e moscas

Ser um poeta apenas
nem vivo nem morto
ou nacional ou universal
é atrair apenas os poetas
como moscas idiotas

Moralidade: não há saída."

Jorge de Sena

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Inês de Portugal - João Aguiar


Boas, continuando "numa" de romances históricos, ontem peguei e li de uma "enfiada" um pequeno grande livro de João Aguiar que é este "Inês de Portugal".
Como de certeza já se aperceberam este livro trata dessa grande história de amor proibido entre o rei D. Pedro I e a aia de sua esposa, a Inês de Castro, que tanta tinta já fez correr na literatura Portuguesa desde Camões a António Ferreira.
Este história, inicialmente concebida como argumento/guião para o filme com o mesmo nome, foi adaptado e publicado como livro.
A acção do mesmo começa algum tempo após a morte de Inês, com a chegada como prisioneiros de dois dos culpabilizados pela morte dela, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho. Partindo daqui, a trama desenrola-se em saltos temporais, sendo contada através da figura de Álvaro Pais, conselheiro do Rei, toda a história passada e presente, desde o início do amor de Pedro por Inês, à guerra com seu pai devido à morte de Inês e por fim ao castigo dos assassinos de Inês e respectiva quebra ao juramento que tinha feito a sua mãe.
O livro é pequeno, tem pouco mais de 100 páginas (li a edição da BisLeya), mas é bastante empolgante, uma história que nos prende do princípio ao fim, com bastante rigor histórico, algumas intrigas palacianas à mistura e com uma nota do autor no final onde ele explica o que é verídico e o que é ficcionado.
Gostei bastante.
Fiquem bem
Pipas

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sharpe - Bernard Cornwell


Boas amigos(as), como várias vezes referi, um dos géneros literários que mais aprecio é o romance histórico, já vos falei da série "O Capitão Alatriste" de Perez-Reverte, de "Os Romanos" de Max Gallo e da série "Master and Commander" de Patrick O' Brian.
Hoje venho falar-vos de outra série que tenho lido ultimamente, (já li cerca de 4 livros da série) e que se passa na mesma época histórica que a série "Master and Commander, ou seja durante as guerras Napoleónicas, e que são as aventuras do fuzileiro Richard Sharpe.
Richard Sharpe é um soldado dos fuzileiros reais de Inglaterra que tem uma infância atribulada, nasce nos finais do século XVIII, filho de uma prostituta e de pai desconhecido, cedo se torna orfão, vive na miséria, e sobrevive de pequenos crimes até que para escapar à justiça se oferece como voluntário para o exército real.
É colocado na Índia onde participa em várias campanhas onde se vais distinguindo devido à sua coragem e à sua perícia como soldado. É na Índia que conhece e se torna "protegido" do famoso general Arthur Wellesley, (mais conhecido como Duque de Wellington), após lhe salvar a vida numa batalha.
A parte mais conhecida da série e a qual eu já li alguns livros como atrás referi e que igualmente se encontra traduzida em Português, são as suas aventuras na chamada "Guerra Peninsular", em Portugal e em Espanha, onde Sharpe vai passando por várias aventuras e batalhas determinantes do desenrolar das Guerras Napoleónicas, nessas aventuras vai ganhando o respeito e a liderança dos seus homens, progredindo na carreira devido ao seu valor e não à sua riqueza, visto que naquela altura os postos de oficiais eram comprados e não atribuidos.
Sharpe é uma personagem sólida, um homem de coragem, inteligente, um grande líder e que tal como o autor o descreve, "Não é um oficial mas também não é um soldado".
Nesta série, Cornwell descreve-nos igualmente e com um grande rigor histórico, essa época atribulada que foi a guerra contra Napoleão, descreve as batalhas com um grande realismo, bastantes pormenorizadas tal como a vida, equipamentos, armas e fardas dos soldados da época sejam eles Ingleses, Franceses, Portugueses ou Espanhóis.
Nota-se um grande trabalho de investigação e como disse um grande rigor histórico, os livros são bastantes fáceis de ler, as histórias apetitosas e viciantes, dando vontade de ler os livros todos da série (coisa que conto fazer).
É uma boa sugestão para uma leitura descontraída e empolgante.
Bernard Cornwell para além das aventuras de Sharpe tem também várias obras dentro romance histórico mas passadas na época do Rei Artur e na Idade Média, igualmente bastante boas e interessantes.
Fiquem bem
Pipas

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Montanha da Alma - Gao Xingjian


Olá amigos(as), eu sei que há muito não vinha aqui, mas como já disse em outros posts e no Pipasblog, a minha vida pessoal e profissional de momento não me permite vir até aqui com a regularidade desejada.
Apesar destes inconvenientes pessoais, não deixei de ler evidentemente e como prova disso, hoje venho fazer um post sobre um livro lindo que li à pouco tempo.
O livro em questão chama-se "A Montanha da Alma" e é do escritor Chinês Gao Xingjian.
Gao Xingjian, para além de escritor é também um excelente pintor, dramaturgo e filósofo, um dos maiores pensadores Chineses da actualidade, que venceu o prémio Nobel da literatura no ano 2000.
Gao infelizmente foi reprimido pelo regime comunista chinês, sendo inclusivé preso e enviado para um campo de re-educação durante a "Revolução Cultural" chinesa.
Na década de 60 vem para a Europa e em 1997 assume a cidadania Francesa.
Este livro propriamente dito, descreve uma viagem à China profunda, onde o autor explora de forma metafísica, filosófica e ao mesmo tempo real a vida e quotidiano do povo Chinês.
Partindo do ponto de um encontro entre um Homem e uma Mulher, e a sua busca por uma "Montanha da Alma", perdida algures numa remota região da China, Gao dá a conhecer através de um conjunto de pequenas estórias que se unem entre si e tendo os personagens principais como intervenientes, a História da China, os seus costumes, a sua política, religião e superestições, dando com isso também um carácter de fantástico ao livro.
A Montanha da Alma, convida também à introspecção, a pensar no futuro e no passado e a tentar perceber o que é a vida e para o que ela serve.
É um livro muito interessante, com um enredo onde por vezes o misticismo se envolve com o real, criando uma aura de mistério, mas fabuloso de se ler.
Espero que gostem!
Pipas

quinta-feira, 14 de maio de 2009

As Benevolentes - Jonathan Littell


Boas, sei que há muito não vinha cá ao "O Que eu leio", mas como expliquei no Pipasblog a minha vida profissional deu uma grande volta e infelizmente estou muitas vezes ausente de casa e sem acesso à internet, até mesmo as minhas leituras foram reduzidas um pouco, evidentemente que não deixei de ler e nestes meses li vários livros bastantes interessantes que com pena minha não os comentei aqui no blog.
Entretanto consegui este pouco de tempo livre e decidi pôr aqui um post sobre um livro que terminei de ler recentemente e que muito me impressionou.
O livro chama-se "As Benevolentes" do escritor Norte-Americano (mas radicado em França, aliás o livro foi escrito em francês e não em inglês), Jonathan Littell.
Littell com este grande livro, tanto em tamanho como em qualidade conta-nos através das memórias de um ex oficial das SS alemão, Maximilien Aue, filho de pai alemão e mãe francesa que tem uma infância conturbada, e uma estranha relação com a irmã. Tudo isto vai moldar a sua personalidade e torna-lo numa pessoa bastante instável e com uma sexualidade fora do normal.
É através de Aue e da sua intervenção na guerra que Littell nos dá a conhecer o lado e a perspectiva alemã da guerra, principalmente a guerra na frente Leste, nomeadamente na Ucrania e depois no cerco de Estalinegrado, onde ele descreve com uma exactidão todo o sofrimento e desgraça que se abateu sobre os soldados e população civil, numa das batalhas mais terríveis e sangrentas da II Guerra Mundial, a descrição da vida dos soldados, o frio intenso, a falta de condições as doenças, os mortos, os mutilados, posso dizer que são das páginas mais violentas que li até hoje.
Após ser ferido e regressar a Berlim, Aue (que é formado em direito e jurista), é colocado a trabalhar junto a nomes sonantes da "Solução Final" para o problema dos judeus, trabalha com Himmler; Eichmann e Speer entre outros. Nesta parte do livro, Littell debruça-se sobre os judeus, os campos de concentração, descrevendo os mesmos e com bastante pormenor a brutalidade do tratamento que era dado aos judeus.
Com o aproximar do fim da guerra, e a iminente invasão por parte dos soviéticos, a loucura alemã desses dias foi levada ao extremo afectando igualmente Aue, levando ao final do livro e a sua respectiva fuga.
Este livro como atrás referi é de uma enorme qualidade, recebendo o seu autor dois dos maiores prémios literários franceses, o Goncourt e o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa. Apesar disso é um livro que lançou uma enorme polémica, sendo até mal recebido por muita gente e críticos. A meu ver é excelente, talvez dos mais violentos que li até hoje, tanto emocionalmente como psicológica e fisicamente, tem passagens muito "pesadas", descrições terríveis e pormenorizadas, mostra até onde o Homem pode chegar, tornar-se numa "besta", um "monstro" que consegue dizimar milhões de outros seres humanos em nome de um ideal, de uma política e da loucura de um ou alguns homens.
Para mim a parte negativa deste livro (mas que compreende-se que assim seja), são as inúmeras designações em alemão, tanto dos postos dos soldados, das repartições, ministérios, serviços, etc, etc, que obriga a uma constante busca no glossário que vem no fim do livro.
Para quem o queira ler, sugiro que o leia com um estado de espírito livre e com força de vontade porque não é um livro facil de ler devido às razões atrás referidas e às suas 884 páginas.
Espero que gostem, abraço
Pipas