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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ensaio Sobre a Cegueira - Direito de resposta

Eme disse...
"(...) nomedamente para mulheres"?!?!?!?
Mas que comentário tao machista!!!
Aconselho-te a rever esses preconceitos...já não fazem nenhum sentido...

Minha cara (presumo) Eme, desde já peço desculpa pela má impressão que te deixei pelo texto do meu post sobre o Ensaio Sobre a Cegueira.
Quando eu fiz este último parágrafo:
"Em relação ao livro aconselho-o, mas deixo desde já a advertência que tem passagens um pouco fortes para pessoas mais susceptíveis nomeadamente para as mulheres."
Nunca foi com nenhum pensamento machista, coisa que, quem me conhece pode desde já afirmar-te que não sou! Antes pelo contrário, sempre tive o maior apreço e consideração pelas Mulheres, defendendo inclusivé que são mais inteligentes que os Homens.
Posto isto, a razão da existência deste parágrafo é relativa à parte (e aqui presumo que tenhas lido o livro), em que as mulheres são obrigadas a serem violadas para poderem ter comida.
Esta parte, que se a mim como Homem me impressionou, chegando mesmo a revoltar-me, imagino nas mulheres... (pensei eu).
Mais uma vez ficam as minhas desculpas e espero continuar-te a ter como visitante deste blog.
Pipas

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ensaio Sobre a Cegueira


Por incrível que pareça, ainda não tinha lido este livro do nosso Nobel José saramago! Mas devido a toda esta discussão à volta do filme realizado pelo brasileiro Fernando Meireles, baseado nesse mesmo livro e ao meu desejo de o ir ver, decidi ler o livro em questão para depois o poder comparar e até mesmo perceber e integrar-me melhor na história.
Bom... Só me arrependo de não o ter lido há muito mais tempo atrás, o livro é fabuloso.
A história deste livro, baseia-se numa súbita doença contagiante que cega as pessoas e concentra-se num pequeno grupo onde está inserida a única que não é atingida por esse mal.
A partir daí é desenvolvida toda a espécie de situações, desde o isolamento dos cegos e respectiva vida dos mesmos no isolamento, às formas de relacionamento entre os cegos, a adaptação (ou não) a uma nova vida e os oportunismos criados com esta situação.
O livro tem partes muito intensas, que chegam a ser violentas física e psicológicamente, explorando a condição humana e a falta dela, ou a rapidez com que se perde a mesma.
Apesar de ser um livro do Saramago, com a sua má fama de escrita complicada, não o achei assim. Lê-se extremamente bem, é muito descritivo e fluído, sem nunca ser monótono.
Se o filme for como o livro (que não é dito pelo próprio realizador), ou muito próximo, de certeza que vai ser um bom filme.
Em relação ao livro aconselho-o, mas deixo desde já a advertência que tem passagens um fortes para pessoas mais susceptíveis nomeadamente para as mulheres.